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V) BIÉNIOS DE 1991/92 E 1993/94 contributo/reflexão do Presidente da Direcção, José da Silva Mendes

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O Clube do Sargento da Armada, desde a sua fundação, sempre viveu dias difíceis, pois sempre existiram ao longo dos anos muitas forças exteriores para que ele não conseguisse sobreviver. Contudo, os seus Corpos Sociais, com o apoio de todos os sócios, souberam sempre, na devida altura, dar a resposta adequada para que, cada vez mais, se engrandecesse o Clube e pudesse, na medida do possível, ser uma Casa onde os seus sócios se sentissem bem e, ao mesmo tempo,

dela tivessem orgulho.

Os Corpos Sociais para o biénio de 1991/92 tomaram posse no dia 19 de Janeiro de 1991, começando de imediato a desenvolver todas as actividades de carácter recreativo, desportivo, culturais e lúdicas, no sentido de engrandecer o Clube e prestar aos seus associados os serviços a que tinham direito, para o enriquecimento dos mesmos e da classe a que tinham e têm a honra de pertencer.

Durante este biénio, por diversas vezes, foram os Corpos Sociais confrontados com a possível  perda da Sede Social no Largo Trindade Coelho, em Lisboa. A pouco e pouco, foram tomando consciência de que um dia isso poderia acontecer e, não querendo ficar sem Sede em Lisboa, tudo fizeram para o evitar, desenvolvendo junto dos Tribunais e das Instituições Civis e Militares os esforços necessários para contrariar tal decisão.

Neste período foram nomeadas comissões para, em conjunto com os Corpos Sociais, se encontrar um espaço em Lisboa onde a Sede Social do CSA pudesse funcionar.

Devido à situação da Sede Social e, indo de encontro à vontade de muitos sócios, foi nascendo a ideia de se fazer um restaurante na Delegação do Feijó, permitindo um melhor aproveitamento dos espaços existentes. Assim, os Corpos Sociais iniciaram os contactos necessários para uma possível concretização.

Os Corpos Sociais para o biénio de 1993/94 tomaram posse no dia 16 de Janeiro de 1993 e depressa foram confrontados com a decisão definitiva do Tribunal da Relação que confirmava a sentença dada pelo Tribunal do 11º Juízo Cível, obrigando à saída das instalações e à respectiva entrega das chaves.

Durante este biénio, a vida associativa do CSA foi obrigada a sofrer muitas alterações sem, contudo, perder a qualidade e o rigor a que estávamos habituados, reforçando, inclusivamente, a amizade e o companheirismo de todos os associados e da sociedade civil anónima.

Logo que a decisão do Tribunal sobre a Sede Social foi conhecida, e antes da entrega definitiva daquele espaço, houve lugar a um trabalho de levantamento de todo o espólio existente e à sua mudança para outros locais, a grande maioria para a Delegação. Aqui devemos realçar todo o apoio dado pelos sócios, tanto moral como humano, pois muitos se disponibilizaram para ajudar nas mudanças.

A Sede Social foi encerrada depois de um Porto de Honra e do arriar da Bandeira do CSA, ficando a Sede a funcionar provisoriamente na Delegação no Feijó.

Neste biénio os Corpos Sociais continuaram o trabalho desenvolvido pelos anteriores, pois tinham o dever de elevar o seu Clube e não de o deixar morrer. Assim, quanto ao restaurante da Delegação, e após aprovação do projecto e depois de se conseguir toda a documentação necessária, foram iniciadas as obras para a sua concretização, o que culminou com a sua inauguração, no dia 5 de Fevereiro de 1994. Os sargentos sócios do CSA, habituados a lutar e a nunca desistir, continuaram a procura de nova Sede Social em Lisboa, pois até os Estatutos estabelecem que a Sede se deve localizar em Lisboa. Foi uma busca incessante por parte das comissões nomeadas, por todos os sócios, por amigos do CSA e por todos os Corpos Sociais que não se pouparam a esforços em reuniões com Instituições Militares e Civis no sentido de se arranjar um local para a Sede em Lisboa.

Após alguns meses de procura e de se ponderar uma situação ou outra que ia aparecendo, e depois de serem consultados os sócios, foi deliberado que a Nova Sede Social seria num edifício na Rua das Escolas Gerais, nº 96, 2.º e 3.º andares, em Lisboa. Nestes andares foram então realizadas as obras necessárias ao normal funcionamento do Clube e às reais necessidades dos seus associados, culminando com a inauguração da Nova Sede Social, no dia 3 de Dezembro de

1994.

Cumpriu-se, nesta data, uma nova etapa da vida associativa do Clube do Sargento da Armada, pois, além de ser uma velha aspiração dos associados manter uma Sede em Lisboa, foi também mais uma demonstração da força, do querer, da garra, do companheirismo e da luta de uma classe que sempre soube o que quer e que tudo faz para que os seus objectivos e os seus direitos sejam alcançados e respeitados.

Apesar de todos os contratempos aqui referidos muito sinteticamente, o Clube manteve o seu normal funcionamento durante todo o tempo, no sentido de uma boa prestação de serviços aos sócios e seus familiares.

Como Presidente da Direcção do Clube do Sargento da Armada nestes dois biénios gostaria de registar o meu agradecimento a todos os Corpos Sociais que me deram o prazer e a honra de com eles poder trabalhar, pois foram muitas horas de trabalho e de luta, mas chegados ao fim, todos nós sentimos que demos e fizemos o nosso melhor por uma causa justa. Quero ainda registar também o meu agradecimento a todos os sócios que nestes dois biénios fizeram parte das Comissões Administrativas da Delegação no Feijó, a todos os colaboradores civis e militares e a toda a comunidade civil que, de alguma maneira, colaborou connosco.

Por último, um grande agradecimento a todos os sócios que nos ajudaram e que confiaram em nós para podermos realizar todos estes projectos, pois, assim, tornámos todos juntos o CSA maior, digno da classe a que temos a honra de pertencer.